domingo, 18 de março de 2012

PASEC discute a violência juvenil no ENCA 2012



Entre 17 e 18 de Março a PASEC organizou o ENCA 2012 (Encontro Nacional de Crianças), este ano dedicado ao tema "As crianças do Milénio", tendo como subtema "A Violência Juvenil". O encontro, que teve lugar na Quinta da Costa, Mouquim, Famalicão, contou com 25 crianças (eleitas pelos seus grupos de base) de vários pontos do país e centrou-se em quatro formas específicas de violência juvenil: a violência na escola, a violência na família; a violência no grupo de pares; e a violência no local onde moro.

No dia 17, Sábado, os trabalhos começaram com um jogo de apresentação com base em revistas de imprensa. Seguiu-se uma encenação teatral sobre os vários tipos de violência interpretada pelos animadores responsáveis pela atividade. Seguiu-se um jogo de simulação gigante em que os participantes recorreram também às expressões artísticas como forma de refletir e pensar os temas em destaque. Depois do jantar seguiu-se a apresentação dos resultados do jogo de simulação gigante em plenário. Pela noite dentro houve ainda uma oficina de Artes Marcais e um momento de simbologia grupal a fechar o dia de atividades.

No dia 18, Domingo, após o pequeno almoço, seguiram-se vários ice-breakers (jogos de quebra-gelo) grupais. Por fim foram apresentadas as conclusões e feita a avaliação do encontro através de jogos tradicionais portugueses.

Nas conclusões explicitadas no documento final foi salientado que a violência juvenil é fruto de situações sociais precárias e na falta de oportunidades de realização pessoal prematura por parte de crianças e adolescentes. Ao mesmo tempo foi referido que a inclusão social é um imperativo e que esta encontra nos grupos informais de jovens um importante contributo. Estes grupos foram referidos como uma forma alternativa de inclusão e formação que respeitam o ritmo, as dificuldades e potencialidades de cada um. Por outro lado, foi referido que os fenómenos de violência juvenil existem mesmo ao "virar da esquina" e que cabe a cada um ser um interlocutor ativo numa "mensagem de paz que faça a diferença".

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