segunda-feira, 19 de novembro de 2012

ENCA discute a importância da paz interior



Teve lugar em Famalicão, Mouquim, na Quinta da Costa, mais um Encontro Nacional de Criança e Adolescentes (ENCA), desta vez sobre o tema " A importância da Paz Interior". Tendo como ponto de partida a reflexões feitas no seio dos grupos informais de crianças e adolescentes da PASEC foram eleitos 30 crianças e adolescentes que representaram os seus grupos no ENCA durante os dias 17 e 18 de Outubro. As atividades tiveram início pelas 14h30 do dia 17 com dinâmicas de apresentação, formação dos grupos de trabalho e introdução ao tema com uma curta metragem de animação. Foram então recordadas as reflexões feitas nos grupos informais e tiveram inicio os trabalhos de grupo com o recurso a histórias com base em situações reais. Na noite do dia 17 foram apresentadas as conclusões dos grupos de trabalho em quatro formatos diferentes: banda desenhada, teatro, expressão musical e expressão corporal.

 Entre as conclusões sobressaíram as ideias como: de que cabe a cada um procurar a forma de como se sente em paz consigo mesmo; de que a paz interior se procura na ação pelo bem comum e na valorização do ser humano em detrimento dos bens materiais; de que sem a família como base a paz interior não é possível; e de que a paz interior emerge naturalmente no coração de quem conscientemente é justo na conquista e perseguição dos seus sonhos e objetivos. O dia 17 terminou com exercícios de Simbologia Corporal e Simbologia Grupal. O dia 18 foi dedicado à avaliação dos trabalhos realizados e de regresso a casa para os participantes. Estiveram presentes participantes dos distritos de Braga, Porto, Coimbra, Leiria e Aveiro.

 Esta atividade enquadrasse na iniciativa BOBID - Banco de Oportunidade de Boas Ideias para a Democracia no âmbito do Projeto Nova Fórmula Mundial, apoiado pelo Programa Juventude em Ação da União Europeia
 

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

PASEC lança Manifesto a favor dos Objetivos do Milénio em 7 países em simultâneo - "Já fomos, queremos continuar a ser… mas com todos"




Na sequência do seu plano de ação e intervenção socioeducativo europeu a PASEC tornou público no dia 1 de Novembro Manifesto "Manuscritos 2015". Já fomos uma sociedade de ideais, esperança e ideias para um mundo melhor, queremos continuar a ser na certeza que o somos, na diferença que desta vez todos devem ter lugar do Ocidente ao Oriente. Esta é a causa utópica a que a PASEC e parceiros internacionais se juntam no âmbito do Projeto Manuscritos 2015, apoiado pelo Programa Juventude em Ação da União Europeia. 

Em Setembro de 2000, os dirigentes mundiais reunidos na Cimeira do Milénio reafirmaram as suas obrigações comuns para com todas pessoas do mundo. Comprometeram-se então a atingir um conjunto de Objetivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM). Até 2015, os 189 Estados Membros das Nações Unidas comprometeram-se a: Erradicar a pobreza extrema e a fome; Alcançar o ensino primário universal; Promover a igualdade de género; Reduzir a mortalidade infantil; Melhorar a saúde materna; Combater o VIH/SIDA, a malária e outras doenças; Garantir a sustentabilidade ambiental; Criar uma parceria global para o desenvolvimento. 

Acreditamos que a resposta para estes desafios é eminentemente política, por isso importa recordar as grandes lideranças do passado e o caminho que ajudaram a traçar para a resolução de problemas que levaram ao nascimento dos ODM. 

Um grupo de 30 jovens da Polónia, Portugal, Malta, Roménia, Turquia, Lituânia e Itália, entre os 17 e 32 anos, reunidos em Portugal entre 31 de Julho e 5 de Agosto de 2012, tendo por base grandes líderes históricos como Martin Luther King, Mahatma Gandhi e Nelson Mandela, redigiram e aprovaram por unanimidade o presente manifesto. Este Manifesto viajou pelos vários países e foi reorganizado, divulgado e aprovado por uma população juvenil superior a 1200 jovens dos vários parceiros envolvidos 
Martin Luther King foi um pastor negro americano que lutou pelos direitos dos negros na década de 60. Ficou conhecido pelo seu discurso em Washington, capital americana em 63, perante 250.000 mil pessoas, onde dizia repetidamente “eu tenho um sonho…”. Este Prémio Nobel da Paz foi escolhido pela sua visão de igualdade racial e de direitos civis dos afrodescendentes. 

Analisando a segregação vivida dos Estados Unidos e as várias privações sofridas pelas minorias raciais, é claro que este visionário se apercebeu da necessidade de igualdade de uma educação básica universal, impedida pela segregação dos negros no sistema educativo. 

Mahatma Gandhi, nascido na Índia no final do seculo XIX, foi o maior promotor da independência da Índia do domínio britânico recorrendo sempre à máxima da não-violência, da paz e da verdade. Tomamos este homem como exemplo de luta e mudança que envolve o povo sem nunca apelar à violência ou vingança. 
Nesta Índia empobrecida, a visão de Gandhi proclamava uma Índia autossustentável e de respeito pela natureza. Este homem, mais de meio século antes da proclamação dos ODM, já fazia da erradicação da pobreza extrema e da fome a prioridade das prioridades. 

Nelson Mandela foi tomado como o exemplo de África da luta pela liberdade. No regime do Apartheid, depois de 27 anos de prisão, a intervenção da ONU e da Commonwealth na condenação do regime, foram decisivas na mudança de regime na Africa do Sul. Este é um bom exemplo de como as parcerias internacionais podem ser decisivas como prevê o ODM de uma parceria global e internacional para o desenvolvimento. 

É dentro deste contexto que os ODM foram redigidos. Temos consciência que as metas traçadas para o seu cumprimento até 2015 são, na melhor das perspetivas, utópicas, mas isso não nos impede de lutar por elas. Não devemos olhar para os Objetivos de Desenvolvimento do Milénio como um propósito com prazo de validade, mas como linhas de referência para trabalho até que, finalmente, estes sejam cumpridos. 
Por isso temos um sonho, propomos: 
1. Melhoramento dos bairros degradados e investimento em habitações dignas e a preços acessíveis para as classes económicas mais baixas; 
2. Promover, globalmente uma cobertura completa e universal dos sistemas de saúde primária, mesmo nos ditos países de primeiro mundo; 
3. Aumentar o suporte para os poderes políticos e para projetos sociais para acelerar a consecução das metas dos ODM que beneficiam equitativamente os dois sexos, mas principalmente as mulheres e os jovens; 
4. Proteger a educação e dar-lhe principal prioridade nos orçamentos nacionais e nas principais organizações mundiais; 
5. Velar por que haja suficientes redes de segurança social para minimizar o impacto do abrandamento da economia mundial e da presente crise europeia; 
6. Promover um acesso igualitário aos recursos económicos e a oportunidades de emprego digno para os jovens, mulheres, pessoas com baixa escolaridade e com necessidades educativas especiais; 
7. Financiamento e apoio aos países pobres para a adoção de estratégias reais e sustentáveis para a operacionalização dos ODM. 
Estas parecem-nos propostas coerentes, reais, já previstas de uma forma ou de outra na fundamentação que serviu de base aos ODM e que nos permitirão num futuro incerto perceber e dar a perceber que "Já fomos, queremos continuar a ser… mas com todos"

Grupo INTI em ação

A PASEC lançou mais um grupo, este no âmbito do apoio psicossocial e do Teatro. Ao grupo foi dado o nome de Inti, o antigo Deus Inca do Sol. Este nome foi escolhido pelo fato de o grupo considerar que a sua missão passa por colocar o sujeito como o centro do processo de desenvolvimento psicossocial, assim como o Sol é o centro e motor do sistema solar.

Assim teve lugar entre 26 a 28 de Outubro o primeiro campo de trabalho deste grupo. Durante estes três dias o grupo INTI pode realizar alguns exercícios de representação e também teve a oportunidade de assistir ao “ O Incrível Homicida” em estreia nacional na Casa das Artes em Vila Nova de Famalicão. Nestes três dias o grupo teve ainda a possibilidade de fortalecer os “laços” já existente entre os elementos do mesmo. Na avaliação foi salientado pelas jovens a importância de estarem em grupo fora do registo habitual e de como estes dias tinham sido importantes para projetar o futuro.