domingo, 22 de novembro de 2015

AIJ 2015/XXI Cog. Int. ASC junta mais de 100 agentes educativos na Ericeira

               



                                             
Foram mais de cento e vinte o número de jovens e agentes educativos presentes na Ericeira em mais uma etapa da Assembleia Internacional Juvenil 2015 “Millennium Checkpoint”, num projeto apoiado pelo programa Erasmus +. Teve lugar entre os passados dias 19 e 21 de novembro mais uma etapa da AIJ 2015 e XXI Congresso Internacional de Animação Sociocultural numa organização conjunta entre a PASEC, APDASC e Programa Erasmus + da União Europeia. Estes 3 últimos dias foram a fase final de 8 dias de trabalho que juntaram dezenas de jovens e agentes educativos de Portugal, Espanha e Itália. 

A Assembleia Internacional Juvenil deste ano pretendeu, a partir do diálogo estruturado com os decisores políticos, colocar os jovens institucionalizados ou que não vão à escola no centro do processo de discussão e decisão política tendo como pano de fundo o grau de concretização dos Objetivos do Milénio 2015, nomeadamente a utopia de uma parceria global para o desenvolvimento (um dos objetivos). Este projeto assentou a sua base numa reflexão séria e alargada entre jovens, animadores socioculturais e membros da classe política, agentes educativos e especialistas de várias áreas acerca do objetivo do Milénio (ODM) de estabelecer uma parceria mundial para o desenvolvimento, e como os jovens institucionalizados ou em vias de serem institucionalizados podem fazer parte deste desiderato. 

No final de todas as etapas da Assembleia Internacional Juvenil “Millennium Checkpoint” será lançado um Manifesto final com o ponto de vista dos jovens e dos restantes participantes do projeto acerca da visão que temos sobre o real cumprimento dos ODM numa perspetiva nacional, europeia e mundial, com propostas e ações concretas a empreender para dar corpo a uma parceria global para o desenvolvimento, nomeadamente por parte das comunidades juvenis envolvidas. 

Entre as principais conclusões sobressaiu a ideia de que: “Acreditamos que só pondo os jovens, nomeadamente os mais excluídos, em processos concertados de debate, análise e apresentação concreta de propostas com os decisores políticos será possível: numa primeira fase alertar os jovens para a relevância da sua envolvência no fenómeno político e para os perigos do alheamento ao mesmo; e numa segunda fase sensibilizar os decisores políticos para a importância de ouvir as comunidades juvenis mais excluídas de modo a prevenir fenómenos de exclusão, marginalidade e gueto através da promoção de políticas de juventude a nível local e regional mais eficazes e direcionadas para os jovens com menos oportunidades, envolvendo estes em todas fases do processo de decisão.”